Estamos em pleno verão. Tempo quente, de festas e diversão. Com o clima a favor, é agora que acontecem quase todas as festividades, no urbano e no rural.
Para quem nasceu ou mantém a raiz na aldeia, a “festa do povo” marca o calendário e reserva férias. Mais do que outros acontecimentos anuais, estas celebrações geram motivação e animação participada.
Mas a dinâmica coletiva pede também reflexão. Quase todas as atividades surgem “Em Honra” de uma figura da Igreja. É à volta dessa representação religiosa que se organiza o processo festivo, da liturgia à angariação de recursos.
Sendo o Pároco, por direito, Presidente da Comissão de Festas, recai sobre ele responsabilidade acrescida. Deve ser assumida, respeitada e compreendida. Da programação à gestão económica, tudo carece da sua aprovação. Não se esqueçam as licenças da Cúria Diocesana, nem as orientações da Diocese, previstas em bibliografia que todas as Comissões devem conhecer.
Ao mesmo tempo, é saudável separar funções, com respeito mútuo, para evitar atropelos. Durante a cerimónia religiosa impõe-se um ambiente compatível com a Fé, no respeito pelo Sagrado. Na Eucaristia ou na Procissão, o silêncio e a dignidade vêm primeiro. Conversas laterais, poluição musical ou venda comercial durante o Culto não têm lugar.
As romarias potenciam alegria, comunhão e partilha. Devem ser vividas em família, com amigos e conterrâneos que só nessa ocasião se juntam. Aproveitemos este tempo para matar saudades de quem fez parte do nosso quotidiano.
Viver as festas de forma religiosa, social e ludicamente saudável fortalece a comunidade. E basta muitas vezes um gesto simples: uma saudação amiga, um sorriso, um abraço, um aperto de mão. Desde que tudo seja feito com sinceridade e do coração.
Nuno Pires
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