Artigo de opinião escrito por Ana Barros – Docente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e investigadora no CITAB.

À medida que celebramos o Dia Internacional da Mulher na Ciência, é imperativo reconhecer não apenas as realizações notáveis das mulheres neste campo, mas também os desafios persistentes que enfrentam, especialmente no acesso a cargos de liderança e direção. Apesar disso, é na união, resiliência, resistência e companheirismo que encontramos a força para superar essas dificuldades e abrir caminho para uma maior igualdade de oportunidades.

Em muitos setores científicos, a presença de mulheres é notável, desde laboratórios de investigação até salas de aula universitárias. No entanto, quando se trata de ascender a cargos superiores, cargos de chefia, as mulheres deparam-se frequentemente com barreiras invisíveis e preconceitos enraizados.

A disparidade de género em cargos de liderança na ciência não é apenas uma questão de representação, mas também tem sérias implicações no avanço da investigação e da inovação. Quando as mulheres são excluídas de posições de influência, perdem perspetivas valiosas, ideias inovadoras e soluções criativas para os desafios científicos e sociais que enfrentam.

No entanto, as mulheres na ciência não estão sozinhas nas suas lutas. A união entre colegas do sexo feminino e o apoio mútuo são fundamentais para enfrentar e superar esses obstáculos. Ao compartilhar experiências, e elevando-se, as mulheres na ciência podem criar uma rede de apoio forte e solidária que promove a equidade e a inclusão.

A resiliência é outra qualidade fundamental que as mulheres na ciência devem cultivar. Perante a adversidade e injustiça, é fácil encontrar o desânimo, mas é na resiliência que encontram a força para persistir e continuar. Cada obstáculo superado, cada porta fechada e cada desafio enfrentado torna-as mais fortes e determinadas a alcançar os seus objetivos.

Além disso, a resistência é essencial para desafiar e mudar as estruturas e práticas institucionais que perpetuam a desigualdade de género na ciência. Isso requer coragem,para enfrentar o status quo, levantar-se contra a discriminação e advogar por políticas e práticas que promovam a igualdade de oportunidades para todas as pessoas, independentemente do género.

Por fim, o companheirismo entre mulheres na ciência é uma fonte poderosa de inspiração e fortalecimento. Ao celebrar as conquistas umas das outras, reconhecer o valor de cada contribuição e apoiarem-se mutuamente nas suasconquistas individuais, podem criar um ambiente onde todas as mulheres na ciência possam prosperar e alcançar o seu pleno potencial.

Neste Dia Internacional da Mulher na Ciência, vamos renovar o nosso compromisso com a união, resiliência, resistência e companheirismo. Juntas, somos mais fortes. Juntas, temos o potencial não apenas de superar os desafios que enfrentamos, mas também de criar um futuro mais inclusivo, equitativo e diversificado para a ciência e para a humanidade como um todo.

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