É a reação de Sílvio Santos, que liderou a candidatura do PSD à maior junta de freguesia do concelho, após as críticas que têm surgido nas redes sociais pelo facto de a oposição ter rejeitado a lista de vogais proposta pelo presidente da junta, na reunião de instalação da Assembleia de Freguesia que ficou adiada para uma nova reunião, na próxima semana.

Recorde-se que, apesar da vitória do PS nas autárquicas de 26 de Setembro, não conseguiu a maioria e a oposição, no seu conjunto, conseguiu mais mandatos que a lista liderada por Luís Carlos Soares.

O PS elegeu 6 elementos, enquanto o PSD elegeu 5 e o CDS 2. Na reunião desta quarta-feira, o presidente de junta apresentou a votação uma proposta com quatro vogais, todos do PS, mas foi rejeitada com 7 votos contra do PSD e CDS e 6 a favor do PS.

Sílvio Santos diz que a postura do PSD é “vai sempre no intuito de fazer refletir nos órgãos que compõem a assembleia de freguesia de Mirandela, aquilo que foram os resultados eleitorais. Como sabemos, o presidente de junta eleito e o partido mais votado não reuniram a maioria, pelo que é perfeitamente normal que existam tentativas de acordos no sentido de encontrar a melhor solução e fazer essa representatividade dos votos na constituição dos órgãos. Não é uma tentativa de usurpação do poder, temos perfeitamente a noção dos resultados, de quem foi o partido mais votado e vamos naturalmente respeitar o desejo dos eleitores”, refere.

Sílvio Santos faz questão de “deixar bem claro” que não é sua intenção integrar o executivo da junta de freguesia de Mirandela. “Não quero suscitar eventuais dúvidas de algo que, inclusive na reunião que tive com o presidente de junta lhe dei nota. A título pessoal não é minha intenção sequer integrar o executivo da junta, portanto, não há aqui nenhuma tentativa de imposição forçada de nada”.

Sílvio Santos entende que isso não faria sentido, “porque sei colocar-me numa posição inversa e também não gostaria que me dificultassem em demasia, agora tem de haver de todas as partes alguma tolerância, alguma cedência de forma a fazer a representatividade que os eleitores designaram”, sustenta.

O candidato do PSD adianta mesmo que deu nota ao presidente de junta “de algumas perspetivas de encontrarmos a melhor solução, obviamente não posso entrar em pormenores porque são assuntos discutidos entre ambos, em circuito restrito, e numa próxima reunião acredito que já possam ter algum reflexo”, acredita.

Sobre a falta de consenso registada na primeira reunião de instalação da junta, Sílvio Santos diz tratar-se de “uma situação perfeitamente normal” em diversos atos eleitorais, acreditando que vai ser possível chegar a um acordo, mas não revela qual é a solução que o PSD vai defender.

São declarações do candidato do PSD à junta de freguesia de Mirandela sobre o impasse na escolha dos vogais do executivo.

Já o presidente da junta, Luís Soares, eleito pelo PS, e Vítor Ló, candidato do CDS, remetem declarações para a próxima semana, após a segunda reunião para se tentar chegar a um consenso.

No dia 26 de Setembro, o PS (Luís Carlos Soares) obteve 2393 votos, o PSD (Sílvio Santos) registou 2026 votos (menos 367 votos) e o CDS (Vítor Ló) obteve um total de 1100 votos.

Jornalista: Fernando Pires

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