Há dias …todos os dias!… Há dias de muita coisa…que assinalam uma enorme diversidade de assuntos, temas e situações!…
Confesso que não sou um fanático nestes domínios e, por isso, não ando muito atento a efemérides, ou às datas que assinalam isto ou aquilo. Mas não deixo, naturalmente, de procurar lembrar-me dos dias de aniversário de familiares, ou de pessoas amigas mais próximas. Bem como, nunca me esqueço dos dias de Festa na minha aldeia!… Todos os anos, de 06 a 15 de Agosto. Certinho e direitinho!…
Reflexo dessa minha negligente e assumida omissão, neste contexto, é que nem me lembrava que hoje, dia de S. José se celebra, também, o dia do Pai!…
Ser pai, não é ser esquecido, entes pelo contrário. Mas, na verdade, não fora o facto de, pouco depois da meia-noite, ter tocado o telemóvel dando indicações de uma mensagem, certamente, desta data, só me lembraria mais tarde.
Ainda bem que, habitualmente, não me deito cedo. Porque, assim, ainda pude ler a mensagem da minha filha dizendo. “Papá, adoro-te!… Bom dia do Pai”.
Ainda faltava muito para amanhecer o dia, até porque ainda não me tinha deitado. Sei e senti que, na verdade, tenho uma excelente filha, que também adoro, e que, sempre atenta, não se esquece das datas importantes. Não posso esconder que, de facto, prestes a ir para a cama, me caiu bem, esta mensagem, acabando por sentir em mim um conforto emocional diferente, sobretudo porque, também, celebro este dia do Pai, como o primeiro na situação de avô. Como o tempo passa!… Já sou avô!… Um orgulhoso avô!.. É que tenho uma neta linda, que já canta…que cativa, com energia, dá alegria ao viver e encanta!…
Ainda que por outros motivos não existissem, estes dias, levam-nos a refletir a vida, a afetividade, a razão de ser e sentir a nossa existência, reflexão essa que, talvez, não façamos com a necessária e salutar frequência.
É que, sendo pai e avô, também sou filho de um pai vivo e de uma mãe que, apesar da idade, dos filhos ainda nunca tiram o sentido. Tudo isto leva-me a pensar no que foi, no que é e naquilo que será a vida. Vivenciadas de forma contínua e por etapas sucessivas, torna-se salutar pensar no que não as nossas vidas e como elas são sentidas.
E, neste dia, redobro o pensamento nos meus pais, não esquecendo o sacrifício fizeram para educar os filhos, os trabalhos e agruras que, ao longo dos seus noventa anos, já passaram, para, agora, no derradeiros anos da vida, viverem o desconforto emocional e afetivo de um Lar.
As condições da vida atual, infelizmente, são mesmo assim. Talvez algo cruéis, efetiva e afetivamente. Sustentadas nos desafios sociais e profissionais, com reflexos negativos na coesão familiar, acabam por se tornar incompatíveis com a cultura e os valores de proximidade do “LAR AFETIVO” dos nossos pais.
E se jamais esquecerei o labor que, ao longo da vida, sempre exerceu, eternamente vou lembrar o estado emocional do meu pai, num ambiente, com conforto físico e logístico, é certo, mas com o qual ele nunca bem se deu.
Antes de terminar, não quero deixar de recordar, as pessoas que já não podem felicitar o “seu pai”, sobretudo as crianças e jovens, nuns casos porque os progenitores já partiram para o “Pai”, noutros, porque o abandono, o desleixo da responsabilidade paternal, ou a pobreza, levam a que, este dia, seja vivido sem o desejável conforto paterno e a inerente beleza
E se a proximidade e a identidade natural, referencialmente positiva com o pai, fica e sabe sempre bem, não posso, também, deixar de enaltecer e dar o parabéns, a todas as mulheres que, de alma e coração, são obrigadas a protagonizar com entrega e idêntica devoção o duplo papel de pai e mãe.

artigo escrito por Nuno Pires
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