Nem sempre é possível, mas na vida é importante promover interações potenciadoras do bem-estar, do entusiasmo e da alegria. Com clarividência, respeito e urbanidade,
desfrutando da harmonia.
Quando reunimos pessoas à volta de uma ideia
ou de uma atividade que faz sentido, que traz segurança e fruto real, deve acontecer, de forma natural, a vivência confortável numa relação construtiva e promotora da magia da vida, até ao nível sobrenatural.
Importa, contudo, construir pontes sólidas,
com lealdade e unidade. É a disponibilidade para cooperar, aceitar o “outro”, mesmo sem ideias coincidentes, a persistência, a sensatez e a coerência, que criam raízes profundas entre as pessoas, arejando as múltiplas mentes.
Uma boa ideia, um projeto criativo, vira entusiasmo, movimento consistente e coerente, para bem de toda a gente.
Promover a ideia e o grupo,
sobretudo quando se reveste de singular e especial identidade, entusiasma a comunidade.
Dar propósito, torna-se um saudável propósito.
Nos tempos controversos que correm, com a afetividade a tornar-se algo ausente, é determinante que os propósitos construtivos e proativos se tornem promotores do respeito e do bom senso, e residam na nossa mente
sem provocar desconforto ou contrasenso.
Construires pontes não é tarefa fácil, nem de um só dia. É tijolo a tijolo. É mão estendida mesmo quando custa, sem recorrer a subserviência doentia, que, tantas vezes, custa.
É escolher ouvir mais do que falar.
É acreditar que, mesmo diferentes, cabemos na mesma margem.
E quando a ponte está feita, descobrimos:
não era para atravessar para o outro lado.
Era para nos encontrarmos a meio e no meio, partilhando o entusiasmo e o ambiente saudável, sem qualquer receio.
Nuno Pires
06/07/2026












