Numa sociedade onde a inveja cria raízes
e o ódio se alimenta de sombras sem motivo,
rasgando a ponte da boa conversa e queimando a colheita da harmonia, escolhamos sempre o bem. A generosidade que ensina, sem falar alto, que semeia e se transforma em valor, que nenhum mercado consegue cotar.
Vivemos, é certo, num mundo ferido onde demasiados trocam a harmonia pelo grito,
a compreensão ativa pelo espelho da inveja,
e a empatia morna pelo gelo da indiferença.
Pois bem. Sejamos nós a tocha. Espalhemos Luz onde houver penumbra, alegria onde o rosto esqueceu o riso, paz onde o peito é campo de batalha, motivação onde a vontade adormeceu, respeito onde a voz se tornou espinho, esperança em cada minuto, em cada hora, em cada dia.
E mesmo quando a incompreensão bater à porta, até quando sentirmos a certeza fria
de que nem todos nos verão, lutemos para sermos vistos… mas nunca, nunca deixemos
que a maldade alheia mude a geografia bondosa do nosso coração.
Porque promover o bem nunca é tempo desperdiçado. É depósito de afeto.
É juro de bem-estar que se paga em nós
e nos outros, em parcelas diárias.
Uma palavra amiga é semente. Um gesto de carinho é ponte. Um olhar sincero é casa.
E tudo isso tem o poder quieto de refazer a vida de alguém que talvez só precisasse disso.
Fazer o bem, por gosto e por ofício, é o alvo mais fundo que deve acender a nossa alegria de sentir, viver e amar. É bússola. É pão. É chão.
E tudo o que lançamos, com verdade,
um dia encontra o caminho de volta.
Como o rio que desce e depois regressa ao mar, o bem volta em forma de abraço, de porta aberta, de manhã.
Sejamos nós mesmos, inteiros. Mas com o espírito solidário por bandeira, com a bondade por gramática, com a compreensão por escola.
Sem nunca perdermos a nossa identidade
nessa dança de dar e receber.
Conscientes de que é difícil, procuremos ser felizes o mais possível, transmitindo o mesmo ao “outro”.
Sejamos, LUZ, simplesmente, sempre.
Nuno Pires
07/08/2026















